Segunda-feira, Abril 28, 2008

Eu

Falar do poema
é o mesmo que
dizer:


de volta;
ao pó.

Sexta-feira, Maio 11, 2007


Solilóquio
Solitude

Sonho

Quarta-feira, Novembro 29, 2006

Samba

O resto que se cale
Só me resta
Um verso cadente

Segunda-feira, Novembro 20, 2006

'I waited for you winterlong'

Gostaria de dizer que eu
te esperei o inveno inteiro e que
as árvores do lado de fora perderam as folhas
quando ficou tudo coberto de neve.

Mas era verão
e isso torna tudo mais difícil
porque é muito mais fácil esperar no clichê.

Você chegaria no terceiro dia
após o sol
Quando a neve estivesse acabando de derreter.

Quinta-feira, Agosto 03, 2006

cidade

cidade


escapa pelos meus dedos
o azul-claro deste céu:

enxergo cinza, preto
branco.

verde, desbotado.

o que me passa
desapercebido
é o colorido que tive:
o olhar que se foi.

o brilho afogou-se.
sobra cinza, preto. branco.

e sua pele, amor,
de um tom
verde-desbotado.

Terça-feira, Junho 20, 2006

retrogiro

Viver o amor,
assim,
como um ato
egocêntrico;
Num movimento
reflexivo:
É querer
sentir-se amar
não importando
o objeto.

Quinta-feira, Fevereiro 02, 2006

Elas

O irônico é que
nem o gozo,
ou o prazer,
nem as bochechas róseas,
ou as pernas quente,
fazem dedlas o que
querem.

Enganam
nos prazeres vis,
a falta.

Segunda-feira, Janeiro 30, 2006

Eles

Se conheceram num tropeço
Se amaram numa escada
Se separaram num abismo

Quarta-feira, Janeiro 18, 2006

Lacuna

Sou toda poesia,
porém, falta-me
um poema.

Sábado, Novembro 26, 2005

Brasília II

Brasília hoje
já não é amor
ou fardo.

É saudade.

Brasília

Só é beleza assim:
preta, branca
e amarelada:
as luzes refletem nas gotas
que caem incessantemente,
como se quisessem dizer "repare!"

Sexta-feira, Novembro 25, 2005

O que preciso fazer para ser samba?

Quinta-feira, Novembro 24, 2005

O que preciso fazer pra pensar em versos de novo?

Quinta-feira, Novembro 17, 2005

Imóvel

Aluga-se
Vende-se
Doa-se

[Abandonado]

Domingo, Outubro 30, 2005

Garganta

Minha garganta está
seca
de poesias.

Não há mais
letras
sons
ou vozes.

Quinta-feira, Outubro 20, 2005

Tempo

Houve um tempo
em que fui tudo o que quis ser.
Houve um tempo
em que o que quis gastou.
Houve um tempo
de persistir no erro.
Houve um tempo
que chorei
Houve um tempo
em que não fui eu.
Houve um tempo
de abandonar.
Abandonei.
Houve um tempo
de chorar.
Passou.
Houve o tempo
- finalmente -
de ser eu.
Por mais choroso que fosse.
Houve
é passado,
morto!
Há o tempo
de não se importar.
Não há tempo,
hei de ser o que sou!
Que se mude de mim
o que for desagrado.

Sou poema
Gasto no tempo
Corroído
Comido por traças
Sou poema
Perdido
Talvez nem seja poema
Só desvio
De personalidade

Quinta-feira, Outubro 06, 2005

Do outro lado do espelho

Sou uma poesia,
Escrita toda em silêncios,
De uma profundidade escondida.
Eu fui criada para
Ser uma pessoa dura.
Mas, sei lá,
Saí do avesso.

Quinta-feira, Setembro 15, 2005

Sobre o sono

E é
deitada sobre
minha cama
que deixo todas as minhas
dores.

O outro dia,
ao amanhecer,
não parecerá promissor.

Mas,
a noite,
ah! a noite,
esta, sim,
será companhia.

Quarta-feira, Agosto 24, 2005

Pique-Pega

O amor é um jogo de pique-pega
Quando penso em fugir
Acho que você já me pegou

Quarta-feira, Agosto 17, 2005

[In]evitar

O inevitável
é se apaixonar pela
distância.

[Fria.
É o que desperta
a vontade.]

Terça-feira, Agosto 02, 2005

E eu sento e choro na beirada dos rios de lágrimas formados pelos meus próprios erros.

Quinta-feira, Julho 21, 2005

to com a alma seca de poemas.

Sábado, Julho 16, 2005

Invasão?
Encubro-me com meu cobertor pequeno,
Deito meu rosto,
em meu travesseiro.
Da minha cama vejo a rua. Da rua:
ninguém me vê.
E é assim, que não me deixo invadir. Só, que vejo tudo.
(eu e esses meus trocadilhos...)
Da minha cama,
vejo-me nua.
(Talvez assim seja quando me invadem o ser;
mas invasão boa,
do bem querer.)

Terça-feira, Junho 07, 2005

Janaína

Janaína,
entre os abraços
e com pernas entrelaçadas com o
amor
é a pessoa mais bonita.

Mas ainda assim
perdida.

faz careta quando sorri
e finge que não chora.

Quarta-feira, Junho 01, 2005

Janaína

Sossegue, menina
que amor não acaba
não passa
não vai.

Amor só se renova
quando a gente deixa
para trás,
finge que esquece
e reconstrói.

Terça-feira, Maio 31, 2005

Fazendo uma nova cara pra esse blog.
Paciência.

Fazendo uma nova cara para a nova retomada.
A nova fase.

E viva a criatividade!

Quinta-feira, Maio 26, 2005

Vamos viver um verão
Para que eu não me
Sinta mais outono
E minhas palavras
Desabrochem, primaveris
Fora deste ostracismo
Mudo, invernal
Que todos os dias
Sejam quentes
Entre seus braços
Entre seus lábios
Entre suas pernas
Viveríamos uma
Vida inteira
Em estações
De nós mesmos
Eras de anos
Incontáveis
Nos seriam
Amantes

Segunda-feira, Maio 09, 2005

Por mais que eu apresse a vida
Ela só ralenta.

Sexta-feira, Abril 08, 2005

Se a gente apressa a vida
A vida apressa a gente

Terça-feira, Abril 05, 2005

Céu

Discorro
sobre a dor que me acomete.
Ela não é mentira,
nem verdade.
Não se pretende falsa!
Discorro,
recorro à dor que vivo.
Ela varia com o tempo e espaço,
molda-se, algumas vezes
de felicidade.
Escrevo
sobre essa dor infinda que contém
meu peito.
Não é meu peito que a contém, leiam bem;
a dor contém meu peito
minha alma
e coração.
E essa minha dor
não tem pretensões grandes:
não é verdade, nem mentira ou falsidade.
Essa dor que eu preencho
é puro amor.

Sexta-feira, Março 25, 2005

Amor

Se eu te chamar
para entrar e sentar,
Você vem?
Se eu te pedir
para ficar a vida inteira,
Você fica?

Segunda-feira, Março 21, 2005

Poesias em labirintos

Eu corria apenas atrás de você
Sem querer, esbarrei no meu reflexo
Como as ondas que quebram
Para poder voltar ao mar

Domingo, Março 20, 2005

Quero dizer, com os olhos cheios de lágrimas, que o mundo não me pertence, eu já não pertenço ao mundo.

Para pertencer ao mundo têm-se que acreditar que o sofrimento pessoal é mais justificável que o sofrimento alheio, e eu não me conformo!

Então, com a boca cheia de baba, com o olhar cheio de raiva, me entrego aos caos desse mundo nada liberto de amarras bobas e insensatas.

Quero dizer, com as mãos trêmulas de ódio, que me recuso a participar desse mundo vil e incoerente, onde as crenças pessoais devem se submeter às crenças de outrem.

Sábado, Março 19, 2005

http://poesiamorfa.blogspot.com/

Terça-feira, Março 15, 2005

Palavras perdidas

Sentir todo o calor de um corpo, sugar todas as intenções, desejos, vontades.
Volúpia!
É isso que te da calor.
Sentir as mãos nas mãos, lábios nos lábios, línguas quase dando nós.
A pele, os cabelos, as víceras intactas.
Paixão, amor, tesão.
Promessas, juras, pecados.
Mentiras bem contadas na hora exata, pra ser eterno o que passou.
Falar e fazer calar, sentir, chorar.
Viver ali, no momento e deixar o momento ir.
Fazer o momento passar.
E depois querer voltar.
Ver e beijar.
Querer e ter.
Pois te desejo e tenho, sempre, na hora e onde quiser.
Sempre.
E é em ti onde sempre me perco.
É em mim onde sempre peco.

Terça-feira, Março 08, 2005

Os meus gritos
São reflexos
da minha
Inconsistência.
(ou seria da inscostância?)

Pensando melhor:
Os meus gritos seriam mesmo
reflexos
da minha inconcretude.

(porque eu sou um monte de palavras non sense,
uma enxurrada
num blquinho rosa)

(respiro os ares de nossa construção contínua...)

e te vejo no espelho, segurando meus ombos, com seu abraço
E me enlaço, me encaixo no seu colo
E me perco!

Perdida?
No labirinto da liberdade!


Abro as janelas
de meu peito
(e de minha casa)
assim como as portas
e qualquer pequeno buraco
para deixar os ventos de nós dois entrarem
E espadirem-se por todos os cantos!

Abro as janelas
e portas
e portões
de meus seios
Para que possa deitar-se;
e pelo tempo que for
descansarmos do mundo.

Domingo, Março 06, 2005

Sobre as dores, falsidades, ilusões e chateações

O ato de trair
é a falta de chão,
quando da crença
em nossas próprias
crenças.

O ato de trair
é deixar de ser
o que sou
por um outro qualquer.

é sentir-me acuada
com meus próprios pensamentos.


Para falar de amor,
digo 'eu te amo.'

Para falar de dor
não tenho mais palavras.
Transbordo!

O rosto,
há muito virou mar

de lágrimas
salgadas!

Para falar de dor
É ver-se açoitada
nas costas
pela inveja
se não, ciúme.

O ato de trair
É jorrar sangue
Por quem se esconde
E permanece
e fala
e falta

mas não conhece.

Sobre as falsidades?
Sobre a punhalada no peito.

Quarta-feira, Março 02, 2005

Me encontro perdida.
Caio alto pra fora de teu laço,
segurando em teu braço,
enxugando teu pranto.
Não irei com o vento,
não irei mais fundo.
Querendo desatar esse laço
que me segura quando caio.
Posso ir mais alto,
e o mais alto vou
ultrapassando seu passo.
Fui guiada,
e bem guiada serei
no trajeto agora feito por mim.
Se um dia me faltar,
se uma noite te faltar,
trocaremos nossos dias e noites,
cedendo, tecendo e vivendo.

Terça-feira, Março 01, 2005

Toc, toc, toc
Batiam os sapatos de salto
As três horas da manhã.
"Só estamos esperando você"
Responderam, de lá de baixo,
Os vermes.

Sexta-feira, Fevereiro 25, 2005

A flor pensante:
pensa
em flores belas.
A flor pensante
se espalha (pensando).
E assim,
permanece!
A flor pensante
Se expande,
Solta quase frutos...

mas são flores.

Quarta-feira, Fevereiro 23, 2005

Um dia
Vendo tudo que podia
Vi um poeta na praia
Que num gesto de mania
Escreveu uma mensagem na areia.
Tinha garranchos tão profundos,
Que cabiam todas as lágrimas do mundo...

Dunga Odakam, Misto de fome e comida.


(e ai? gostou do template?)

Segunda-feira, Fevereiro 21, 2005

Então eu te pergunto
Se o amor é pra sempre.
E você me responde,
que o pra sempre é
como um clichê qualquer
enquanto durar o amor.

Então, eu me questiono
Se existe eterno
E se existe amor.

Você chora um pouquinho
E diz que sim.
E diz que ama.
E diz que é para sempre.
Para nosso sempre.

Aí, eu desisto de morrer
aos trinta
Para deitar no seu colo
E você não me ouve!

(Só que eu me emaranho nos seus
versos
e você,
nos meus cadernos
e a gente se escreve
no acaso do mundo
perpassando tudo)

Criadouros de alguma última penumbra,
Transtornos dementes que tua língua goteja,
Candeeiros de torturas expostas, clareia
Sem sentido, vagueia, sem rumo norteia
Abatedouros de fadigas criadas,
Veias e músculos secos, sangue sem cheiro
Moduladores de venturas póstumas.
Manipuladores de víceras expostas,
Sem direção, o singelo nunca acaba,
A penumbra envolta de sons doentes,
Maldita língua que com veneno ataca,
E a última nota é sempre estridente.

Domingo, Fevereiro 20, 2005

mudança

se teço-me em poesia
é porque, agora
entendo meu nome.

*que clama, bem baixinhopelo seu*

Terça-feira, Novembro 23, 2004

Distraída, nem sei quem sou. Repenso o mundo, os passos, e ninguém vê onde vou. Como mendigos, todos largados, revejo meus rastros e me perco. Não me noto, nem ao menos sei quem sou.

Distraída, fico atenta a estranhos, irmãos perdidos. Não imagino o ventre me cuspindo, pois quem não presta, não é. E não nasce, é expelido.

Terça-feira, Novembro 09, 2004

Sem sentimentos definidos,
É assim que minha carcassa resta em jazigos quebradiços.
É a falta do passado, a nostalgia de estar morta,
O ar que me falta, luz, vida, embalo.
As carícias passadas,
As vidas antes de serem despedaçadas.
Discos que insistem em tocar as mesmas músicas
Repetidas vezes, sem o telefone tocar,
Sem ninguém clamar por nada.
Músicas recém decoradas, músicas ouvidas há anos,
Músicas de amor, de falta,
De torpor, de ausência.
É a falta de brilho que me mata,
A falta de um beijo.
Saudade de um abraço e uma mordida no seio.

Terça-feira, Outubro 26, 2004

Estou me cortando pela raiz,
o que nascer
terá que aprender a ser livre.

Sexta-feira, Outubro 22, 2004

Pois se me acomete a dor
Do desejo
Do sumiço;
Pois se sou forçada
A me buscar na
Ilusão
Da vida;
Pois se sou vidas
E gritos
E reviros;

Digo,
se sou acometida da dor do amor...

O que resta ao meu pensar?
O que transcende ao meu pesar?

Domingo, Outubro 17, 2004

e todas as vezes que olho
pro lado
por cima de meus ombros,
frios.

enxergo doces cores.
distantes.
o arco-íris se foi.
levou consigo meu pote de ouro.

quem me dera pois, ser um doende.

todas as vezes que me busco, e te busco
consolo,
quero o dom de voar.

o arco-íris se foi,
levou consigo meu amor.

Domingo, Outubro 03, 2004

Alguém gostou do template?

Quarta-feira, Setembro 29, 2004

Me busque, que ainda não aprendi a ser só
Carregue-me pra perto de ti, me arraste.
Leve-me a força, sem medo
Antes que o dia seco te gaste.
Me afague, Amor, que quero te sentir
Sem amarras ou lágrimas
Quero te beijar, te descobrir
Quero te achar em partes únicas.
Me abrace, que tenho frio
Tenho medo, tenho sono
E um enorme corpo vazio
E saudades de um sem dono.

Sexta-feira, Setembro 24, 2004

don't speak for me.

todas as cores
que pintei

todos os oráculos
aos quais consultei.

todas as fontes
da juventude
às quais fui
banhar-me.

todos os dias tortuosos.

don't speak for me.

O grito,
o som alto.

A tentativa de esquecer
Todos os rumores...

Domingo, Setembro 19, 2004

Há algum tempo. O mesmo hoje.

Saudade de mim, querida,
daquele passado infantildas doses
e corpos vadios
De soluços que não vou esquecer.

Porque minha memória não é feita de fatos
Mas de saudades de coisas que nunca aconteceram
De coisas que estão para acontecer
De coisas que eu nunca fiz
De coisas que me arrependo de fazer.


Livro-me de minhas
angústias
Aqui.
Sorrio
de minha dor.
Calo meu peito ardente
De perguntas
Infinito.

Livro-me do desperdício
E da privação.

Choro minhas mãos quebradas
E meu barco ao fundo.


Escrevo minhas dores amargas.

Conversar

Qual seria a sorte de coisas
Que unidas seriam tão
Desprovidas de sentido?

O que,
dentre os espasmos da vida
Seria razão
Irracional desse sentido?

Seria essa dor
Minha fé em persistir?
Minha dor
A dor de resistir?

Se estou em meio
Ao mar da solidão
O que é esta cor que fulgura?


Terça-feira, Setembro 14, 2004

Um grito em dó maior
escorre da janela
em cima do mundo.

Sábado, Setembro 11, 2004

*a cure for pain*

Perdi-me, amor.
Perdi-me.

Se, por um acaso do destino
Alguém encontrar
Pobre alma
em meio ao mar
Por favor,que diga,
que seja em poucas palavras
Onde me encontrar.

Sexta-feira, Setembro 03, 2004

Quero te perder confuso ao verde,
Entre árvores fecundas,
Que ontem me perdi em vertentes
Que de tua pele oriunda.
Quero te beijar a imagem
Que dança em espelho cristalino
Onde minhas preces pedem passagem
Por um desejo que nem mesmo imagino
Que hoje sou mistério perdido
E amanhã serei caminho vazio.

Se eu te encontrar de repente,
no meio da rua,
numa loja de discos...
E se eu te ligar?
Poderia eu me apaixonar
pela mesma pessoa de anos atrás?
Se ainda formos iguais,
sem sermos os mesmos,
e as corcundas do tempo
não nos impedirem de nós...
Poderia destino?

Segunda-feira, Agosto 30, 2004

O passado,
escorre por entre meus dedos.
Grãos de areia desengonçados
que dançam
e riem
de minhas desgraças.
O passado, e sua ampulheta.
Sorriem e correm.
O presente esvai-se.

Eu digo que não tenho confissões!
Nenhuma a fazer!
E o passado ri. Desncontrolado.

Nem as paredes parecem ouvir.

Sexta-feira, Agosto 27, 2004

er... cade o link dos comentários?
ou melhor:

Po onde onde andas, oh Link
Que nos enrriquece a cada letra
Nos sacia a vontade de ter
Em nossas letras palavras extras?


ps: ehauehaha

Quarta-feira, Agosto 25, 2004

Os passos apressam-se em direção à porta.

Vão rápido, não se perdem no meio do caminho.


...
como um satélite,
perdido pelo espaço.

solto, com o vento.
entretendo o tempo.

fossem as lágrimas
escondidas dentre a bruma.

Terça-feira, Agosto 24, 2004

A liberdade se esvai
num beijo, numa íris,
no cheiro da grama molhada,
no balanço duma rede.
Num timbre de sol.
Na escuridão de si.
E engrandece.

Quinta-feira, Agosto 19, 2004

A noite cai lenta por trás da janela rasgada
Onde , pendurados estão os retalhos de uma veste suja
A janela quase nua abre espaço a retomada
Que diz a escuridão para que surja
No escuro, sonhos vão fugindo camuflados
Onde medo, ganância e luxúria
Numa única peça vão sendo tecidos
Em passados e futuros e presentes.
É que na luxúria vivem prazeres
Escondidos por vergonha e renascidos
Sonhados mil vezes e mil vezes esquecidos
É que na noite a realidade vira pesadelo
Ferido, ardido e aflito
Tantos medos revividos e tantos , partidos.
É que na noite os amores não doem
São vivos, são amantes
São tantos amando e poucos insones

Segunda-feira, Agosto 16, 2004

De tua carne me vem rápido o desejo
De voar por sua alma
Encarnar no teu corpo
Silênciando meus ventres,
Acalmando suspiros
Que atacam, me deixando perdida.
Quando teu peito não posso tocar
Nem tua fronte beijar
E dançar em tuas mãos não passa de um sonho tolo
Meus milhares de eus imploram pra gritar
Teu nome, um suplício
Que sem ti não há em mim
Um ser qualquer capaz de amar.

Quarta-feira, Agosto 11, 2004

A alguém que machuca

Só escarros, promessas, escarros
Sem som, com dor, por acaso
Me culpa com a vida, seus farrapos
De amor, carinho e descaso.
*
Só angústia, calúnia e risos.
Culpa, desespero, abrigo
Sem teto, sem nexo, perigos!
De uma vida confusa, nem sorriso.
*
Só medo, pena e feridas,
Açoites de uma dor antiga
Sem remorso, sem partida.
Só a morte, amarga amiga.


só promessa, só castigo
só caoticos fingidos
só palavras cuspidas
só desculpas digeridas

Domingo, Agosto 08, 2004

Pois todas as minhas cartas de amor
Entregaram-se ao pó.

Do pó viemos, ao pó retornaremos

Todas as minhas palavras
de amor
Foram sugadas pelo ralo.

Restou-me sentar e ver
Enterrar minha própria vida.

Pois
mergulho em minha dor
deslavada.

encanto com meu canto
de sereia
seus passos.
doces sombras

Sexta-feira, Julho 30, 2004

Me desfaço lentamente,
É que ainda sou receio.
Mais que deus, em luxúria
Pensava ainda em ser onipotente,
Cante um acalento,
Já que pequena preciso descansar.
Sonhar, chorar ... orar
E acalmar , num só canto, tudo que se desfaz
Ainda, no âmago, na alma.
No fim acalma
E é só, mais nada.

Quinta-feira, Julho 29, 2004

Estou de greve deste blog.
Pelo menos enquanto não retirarem o fotolog que não é meu de baixo do meu nome aí do lado.